Ao Brasil Econômico, Luiz Lara da Abap diz que proibição não é o caminho

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O presidente da Abap, Luiz Lara, diz que as crianças já nascem hoje com acesso a propaganda em todos os lugares e que o caminho para preservá-las da persuasão da publicidade infantil não é proibi-la. Segundo Lara, o papel de proteger o cidadão já é feito pelos códigos e leis. Ao jornal ele disse que a proposta da campanha Somos Todos Responsáveis é abrir um canal de debate sobre a publicidade infantil em várias frentes com especialistas de áreas variadas. Veja a íntegra da entrevista publicada pelo jornal Brasil Econômico no dia 12 de abril.

“Luiz Lara (Presidente da Associação Brasileira de Agências de publicidade)

O que levou a ABAP a lançar o portal “Somos todos responsáveis”?

O motivo foi abrir um canal de debate sobre a publicidade infantil, pois pais e mães do mundo inteiro estão preocupados com o fácil acesso às informações e novas mídias. Nós publicitários temos consciência disso e sabemos do grau de persuasão de uma propaganda, que hoje está em todo o lugar. As crianças de hoje já nascem com a propaganda em todos os lugares e a solução não passa pela simples proibição, pois os códigos e leis já protegem nossos cidadãos. Nossa ideia foi abrir um canal de debates sobre o assunto com especialistas no assunto em várias frentes, como o ministro Alexandre Padilha, o cartunista Maurício de Sousa, o diretor Luiz Fernando Gomes, entre outros profissionais, como publicitários e médicos.

Como essa iniciativa foi desenvolvida?

A estrutura da campanha partiu de pesquisa em que foi constatada uma lacuna de informação sobre publicidade para as crianças. Falamos com mais de 200 pessoas, entre pais, mãe e especialistas no assunto e essas conversas estarão em vídeo, que poderão ser acessados pelo site. Além desse canal principal, teremos como apoio para as discussões as redes sociais, Facebook, Twitter e Youtube. Em uma semana, nossa página no Facebook já atingiu 3.200 pessoas.

O objetivo dessas ações é evitar uma possível restrição à publicidade infantil?

Nosso objetivo não é imediato. Estamos mais preocupados em prover informações de forma equilibrada para dar a nossa visão sobre esse debate. Certo mesmo é que a proibição não é o caminho. E pretendemos manter o portal daqui para frente com novos depoimentos sendo colocados diariamente.”

 

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